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Edição 4 | Março de 2017
Projeto Credibilidade é o capítulo brasileiro de The Trust Project. Ambos têm uma dupla missão: refletir sobre a fragmentação noticiosa no meio digital e criar ferramentas e técnicas para identificar e promover um jornalismo confiável e de qualidade na internet. O Projeto Credibilidade é patrocinado pelo Google Brasil.

Nosso Consórcio de Mídia: AbrajiAgência LupaAos FatosFolha de S. PauloJornal da CidadeJornal de JundiaíNexo JornalNova EscolaO Estado de S. PauloO GloboO PovoPiauíUOL e Zero Hora.

O que há de novo

 

Já nos reunimos com todos os dez integrantes do consórcio de mídia sediados nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo. Temos apresentado o projeto, o processo de trabalho e o sistema de oito indicadores prioritários de credibilidade desenvolvidos pelo Trust Project:
  • melhores práticas
  • autor-produtor
  • citações e referências
  • etiquetagem para notícia, análise e opinião
  • reportagem original
  • local
  • diversidade de vozes 
  • feedback acionável 

Reunião com a redação da Nova Escola (Foto: Angela Pimenta)

As informações sobre o sistema de atributos, processo de trabalho e desenvolvimento de código aberto estão disponíveis na aba Projeto do nosso site website, que reúne nosso conteúdo institucional.
 
A mensagem de nossa diretora, Sally Lehrman, para os integrantes do consórcio e demais veículos e jornalistas que quiserem adotar o método Trust/Credibilidade é que o sistema de atributos pode ser adotado de forma gradual. Não existem prazos ou uma ordem definida, ainda que priorizemos as melhores práticas, que por sua vez incluem as sub-categorias abaixo:
 
 


O Projeto Credibilidade foi citado por Dawn Garcia, diretora do programa de bolsas para jornalistas JSK, da Universidade Stanford, em entrevista a Nelson de Sá, da Folha de S. Paulo. Dawn Garcia participou do evento Newsgeist América Latina, promovido pelo Google e pela FAAP entre 10 e 12 de março em São Paulo. Ao responder sobre como jornalistas e veículos deveriam enfrentar o fenômeno das chamadas "notícias falsas", ela disse: "Algumas boas ideias vieram à tona e podem ser mais desenvolvidas. Uma é o Projeto Credibilidade, financiado [nos Estados Unidos] pelo Google e por Craig Newmark, do [site de classificados] Craigslist, mas que foi iniciado, antes mesmo de aparecer a expressão "fake news", pela jornalista Sally Lehrman, que foi bolsista no nosso programa. A ideia é ter 'sinais de credibilidade' nas notícias. O que podemos trazer num texto que sinalize para o leitor que se trata de uma matéria confiável? Entra tudo, começando pelo histórico do autor, se ele já escreveu sobre aquilo."
 

The Trust Project


Compromisso com o usuário – Uma força tarefa de jornalistas associados ao projeto trabalha para finalizar uma série de comunicados sobre os oito atributos prioritários de credibilidade. Exemplo: comunicados identificando o proprietário do veículo, bem como suas políticas para checagem, correção de erros e atribuição de fontes e de informações apuradas por terceiros.

A voz do público – Sally Lehrman fez uma apresentação sobre o Trust Project para o Watershed Project, uma instituição dedicada a apoiar jornalistas e produtores de mídia voltados ao jornalismo de interesse público. Um ponto chave da discussão segundo Sally: "O público tem um importante papel a desempenhar para o sucesso de uma imprensa honesta e digna de crédito. Devemos escutar as ideias e preocupações das pessoas." 

ESTANTE VIRTUAL
 

Deputado tucano propõe lei para multar notícias falsas

A tendência de criminalizar as chamadas "notícias falsas" já desembarcou em Brasília. Segundo o site Converge.com, o deputado Carlos Hauly (PSDB/PR) criou um projeto de lei que estabelece pena de detenção de 2 a 8 meses e pagamento de multas diárias de R$1.500 a R$ 4.000 para quem divulgar ou publicar notícias falsas ou "prejudicialmente incompletas." Segundo Hauly, "esses atos causam sérios prejuízos, muitas vezes irreparáveis, tanto para pessoas físicas ou jurídicas, as quais não têm garantido o direito de defesa sobre os fatos falsamente divulgados."


Na Alemanha, o governo quer multar redes sociais que não retirarem conteúdo falso em 50 milhões de euros

Segundo o jornal britânico The Independent, Heiko Maas, ministro da Justiça alemão, disse que o Facebook e o Twitter não estão retirando do ar conteúdo difamatório com a rapidez necessária. "É preciso que haja um espaço tão pequeno tanto para incitamento criminal e difamação nas redes sociais quanto o já existente nas ruas."
 

Tim Berners Lee quer regulação de anúncio político digital

Segundo uma reportagem do Guardian, ao celebrar os 28 anos de idade da Web, seu inventor disse que a rede tem sido usada de "formas antiéticas." E acrescentou: "Precisamos urgentemente de fechar o 'ponto cego da internet' na regulação de campanha eleitoral. Numa carta aberta, Lee disse que a publicidade política tornou-se um uma indústria sofisticada e visada, utilizando enormes quantidades de dados do Facebook e Google. Isso significa que as campanhas criam anúncios específicos para indivíduos – com pelo menos 50 mil variações diárias no Facebook a cada dia da campanha presidencial americana de 2016.
 

Sexismo domina cobertura de discurso de Amal Clooney na ONU

Para Kara Alaimo, da revista Columbia Journalism Review, as redações deveriam seguir duas regras simples na cobertura de corpos femininos. A primeira é que a cobertura sobre o corpo e o figurino da mulher em questão só deveria ser feita se fosse relevante para a pauta – o que não é caso do discurso de Amal, uma respeitada advogada especialista em direitos humanos. A segunda regra é que as redações deveriam ter a mesma política para a cobertura de aspectos físicos de homens e de mulheres.

No dia 9 de março, a advogada, casada com o ator George Clooney, de quem está grávida de gêmeos, discursou na ONU exortando o Iraque a solicitar uma investigação formal ao Conselho de Segurança para que o Estado Islâmico não saia impune pelos seus crimes de genocídio. Segundo ela, "valas comuns [com corpos de vítimas] no Iraque seguem desprotegidas e sem exumação." Além disso, "as testemunhas estão fugindo. E não existe um único militante do EI que tenha enfrentado um julgamento por crimes internacionais em qualquer lugar do mundo."

Mas ao cobrir o discurso, a Time tuitou: Amal Clooney mostra sua barriga nas Nações Unidas." O tabloide britânico The Daily Mail foi no mesmo diapasão: Grávida Amal Clooney exibe barriga de gêmeos enquanto caminha em direção à ONU. O tema do discurso acabou em segundo plano.

(Reprodução: Twitter)

 

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Programa de Pós-Graduação em Mídia e Tecnologia - Unesp


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