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Temos a dupla missão de refletir sobre a fragmentação noticiosa no meio digital e de criar ferramentas e técnicas para identificar um jornalismo confiável e de qualidade na internet.
PROJETO CREDIBILIDADE / THE TRUST PROJECT
 
Veículos membros do Trust Project, desde maio/2019: Agência LupaAgência MuralFolha de S. PauloNexo JornalO Povo Poder360.  

Veículos em processo de adoção do MVP: A GazetaAmazônia Real, Gaúcha ZH, Jornal do CommercioJOTA, Ponte Jornalismo e UOL

Parceira institucional: Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo)

Edição 50 | Janeiro de 2021

EM DESTAQUE                                                                               

Pandemia atinge confiança em instituições, inclusive na mídia

Em meio a mazelas como a crise econômica, instabilidade política e a pandemia Covid-19, a credibilidade global nas instituições sociais, incluindo a mídia – e por extensão, a imprensa – recuou no último ano. Esta é a principal conclusão da pesquisa Edelman Trust Barometer 2021, realizada pela agência de comunicação de mesmo nome em 27 países, incluindo o Brasil.

Em 15 dos países pesquisados, a credibilidade na mídia cresceu. No caso específico do Brasil, o avanço foi de 4 pontos percentuais, mas segue num patamar baixo de 48%, marcado pela desconfiança da maioria dos entrevistados. Tal descrença parece repercutir sobre a disposição da população brasileira (48%) de se vacinar imediatamente contra Covid-19. Outros 28% se disseram dispostos a vacinar no prazo de seis meses a um ano.  

Globalmente, 59% dos entrevistados disseram que repórteres e jornalistas tentam propositalmente enganar as pessoas ao dizer coisas que sabem ser falsas ou exageradas. Também 59% dos entrevistados globais afirmaram que as organizações noticiosas estão mais preocupadas em apoiar uma ideologia ou posição política do que em informar o público. No Brasil, 72% dos entrevistados disseram concordar fortemente com a afirmação de que "a mídia não vai bem."

Publicada em 13 de janeiro, a pesquisa detectou um "ecossistema de credibilidade em queda, incapaz de enfrentar a infodemia galopante, deixando as quatro instituições – empresas, governo, ONGs e mídia – num ambiente de falência de informações e um mandato para reconstruir a credibilidade e traçar um novo caminho adiante."

Entre as causas para a falta de confiança do público nas instituições a pesquisa indica a falta de liderança, as vidas perdidas para o coronavírus, o desemprego e o racismo sistêmico. 
 
ESTANTE VIRTUAL


Ilustração: Reprodução do Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ)
 
Guia prepara repórteres contra campanhas de assédio e desinformação digital

Publicado pelo Centro para Ética Jornalística da Escola de Jornalismo e Comunicação de Massa da Universidade de Wisconsin-Madison, este guia traz casos de campanhas de assédio e desinformação contra repórteres americanos e dicas práticas sobre como evitar tais ameaças. Escrito pelo repórter Howard Hardee, o guia visa prevenir ameaças físicas, a exposição de dados pessoais (doxxing), violações de segurança e privacidade digital e a manipulação maliciosa de fotos de contas de mídia social. Abaixo, as seis recomendações principais:
  1. Busque seu próprio nome no Google A ideia é começar pelo Google em busca de informações como nome, contas de redes sociais, telefone e endereço para saber se informações pessoais foram publicadas. Uma pesquisa mais completa envolve a busca no DuckDuckGo e Baidu
  2. Crie alertas – A ferramenta Google Alerta permite saber se e quando seu nome e informações pessoais forem publicados na internet. 
  3. Audite sua audiência on-line – Proteja seus perfis e de familiares nas contas de redes sociais, a fim de evitar que maus atores tenham acesso a seus dados. Contas profissionais, como o Twitter, devem ser usadas apenas com esta proposta.
  4. Pesquise por antigos currículos e mini-biografias – No começo da internet, era comum que jornalistas e pesquisadores publicassem currículos incluindo informações pessoais. Documentos esquecidos como esses podem ser usados por doxxers.
  5. Não se esqueça dos serviços de mailing – Empresas que vendem bancos de dados com informações pessoais podem criar oportunidades para doxxers. O guia dá exemplo de dois serviços do gênero nos EUA – Spokeo e White Pages. No Brasil, a nova Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) prevê o início para a punição de abusos para o mês de agosto.  
  6. Pratique uma boa higiene com senhas – Esta é uma regra que vale para todos, não apenas repórteres. Quem usa os seis numerais da data de nascimento para senhas, expõe informações pessoais sensíveis a hackers. Quanto mais longa, mais segura a senha. Outro bom expediente é o uso de duas camadas de autenticação
Além das dicas pessoais, o guia também aconselha que os repórteres busquem apoio de suas redações contra o assédio on-line. Este guia da organização Pen America traz recomendações de melhores práticas para empresas noticiosas no apoio a seus jornalistas contra o assédio digital. 
 

Como falar com quem acredita – e espalha – falsidades 

Editada pela organização News Literacy Project, uma lista de seis melhores práticas destina-se ajudar a guiar o diálogo com pessoas que sejam vítimas da desinformação digital sem causar conflitos pessoais. Pensada para jornalistas e não jornalistas, a lista inspira-se em autores como Claire Wardle e Charlie Warzel. Abaixo, um resumo das recomendações:   

  1. Seja civilizado
  2. Não tenha pressa
  3. Encontre temas de concordância ("common ground")
  4. Exponha os fatos
  5. Decida se quer conversar de forma pública ou privada
  6. Seja paciente (e persistente)

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Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo - Projor
Programa de Pós-Graduação em Mídia e Tecnologia - Unesp


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