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Edição 24 | Novembro de 2018
Temos a dupla missão de refletir sobre a fragmentação noticiosa no meio digital e de criar ferramentas e técnicas para identificar e promover um jornalismo confiável e de qualidade na internet. 

Nosso consórcio de mídia: AbrajiAgência Lupa, Agência Mural, ÉpocaFolha de S. Paulo, Gazeta do PovoJornal da Cidade, Jornal do CommercioJornal de JundiaíNexo JornalNova EscolaO Estado de S. PauloO Globo, O LivreO PovoPiauíPoder 360UOL, Valor Econômico e Zero Hora.

O que há de novo

 
 
Lançamento do MVP do Credibilidade será em maio de 2019
 
  • O lançamento do Mínimo Protocolo Viável (MVP) do Credibilidade será em meados de maio de 2019, em São Paulo. O evento deverá contar com a presença de Sally Lehrman, diretora do Trust Project. Nesta primeira fase, o MVP prevê a adoção de três indicadores: Melhores Práticas, Autor/Produtor e Tipo de Matéria. Parte dos adotantes iniciais brasileiros deverá adotar mais indicadores além do MVP até o lançamento. Aqui, a lista completa dos indicadores de credibilidade
  • Temos acompanhado a adoção dos indicadores, respondendo a questões sobre a redação de seus compromissos éticos e editoriais do sistema de indicadores e sua respectiva marcação algorítmica
  • Temos estimulado os demais participantes do Credibilidade a adotar o indicador Tipo de Matéria, que diferencia conteúdos digitais como notícia, análise, opinião, humor e conteúdo patrocinado através de etiquetas

The Trust Project

 
 
Reprodução do site espanhol The Objective

Como mudar os algoritmos para que detectem jornalismo de qualidade 
 
Em entrevista ao site The Objective, que apesar do nome em inglês é sediado na Espanha e publicado em espanhol, Sally Lehrman explicou a origem do Trust Project como estratégia de combate à desinformação no meio digital.
 
Segundo ela, “sempre houve esforços deliberados para utilizar algo que se pareça com o jornalismo para distorcer percepções.” Além disso, a economia do meio digital, ditada pela necessidade de cliques, tem atuado para reduzir a credibilidade da mídia para atender às necessidades dos algoritmos.”
 
Partindo deste diagnóstico, Lehrman desenvolveu o conceito dos indicadores de credibilidade: “Se o algoritmo [de plataformas como Google e Facebook] está nos pressionando a adotar o pior comportamento, será que não podemos mudar o algoritmo para que ele nos pressione a adotar o melhor comportamento? Conversei então com algumas pessoas do mundo tecnológico e elas disseram: ‘Sim, é claro, você tem apenas que definir o que quer que o algoritmo busque e a partir daí ter [a bordo] as plataformas usando o mesmo algoritmo.’”
 
Nascia o sistema de indicadores, que codifica de forma clara e amigável os valores e práticas editoriais das redações. Os indicadores são publicados junto ao conteúdo informativo dos veículos tanto nos seus próprios websites quanto nas redes sociais.

ESTANTE VIRTUAL


Relatório da LSE recomenda criação de agência para informação digital


Capa do relatório da LSE/ Reprodução 

Após um ano de trabalho, uma força tarefa da London School of Economics (LSE) publicou o relatório Enfrentando a Crise da Informação: Uma Moldura Regulatória para a Resiliência do Sistema Midiático. A principal proposta apresentada é a criação da Agência Independente de Plataformas, ou IPA, na sigla em inglês, que teria o papel de avaliar a efetividade de políticas de auto-regulação das plataformas, além da qualidade do jornalismo digital. A IPA se reportaria ao Parlamento britânico e ofereceria aconselhamento sobre políticas do setor.

O relatório também propõe que a nova agência seja financiada por uma nova taxa que incidiria sobre a mídia social, além de financiamento do setor publicitário. Ainda segundo o relatório, a IPA seria um fórum permanente de monitoramento e revisão do comportamento de plataformas digitais, produzindo estudos anuais sobre “o estado da desinformação.”

 

Ferramenta do FT alerta se artigos citam homens em demasia

Segundo o jornal The Guardian, seu colega britânico Financial Times desenvolveu um bot para estimular seus jornalistas a buscar mais fontes femininas para reportagens e análises. A novidade tecnológica surgiu da constatação de que apenas 21% das pessoas citadas pelo FT eram mulheres. Criado para resolver a questão, o bot analisa pronomes e o gênero de nomes próprios para determinar se uma fonte é masculina ou feminina.

Os editores do FT são alertados sempre que os artigos sob sua responsabilidade não estiverem seguindo sua política de diversidade de vozes. Diz o Guardian: “o jornal, que cobre indústrias dominadas por homens, quer atrair mais leitoras, com sua pesquisa sugerindo que elas são desestimuladas por artigos fortemente baseados em afirmações de homens.”
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Programa de Pós-Graduação em Mídia e Tecnologia - Unesp


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