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Temos a dupla missão de refletir sobre a fragmentação noticiosa no meio digital e de criar ferramentas e técnicas para identificar um jornalismo confiável e de qualidade na internet.

 
CONSÓRCIO DE MÍDIA - PROJETO CREDIBILIDADE / THE TRUST PROJECT
 
Veículos adotantes do MVP (Mínimo Protocolo Viável):
 
Veículos em processo de adoção:
O consórcio de mídia do Credibilidade inclui também: Abraji (parceira institucional), Gazeta do PovoJornal da CidadeJornal de JundiaíO Estado de S. PauloO Globo, O LivreUOL, Valor Econômico e Zero Hora.
Edição 36 | Novembro de 2019

O que há de novo


Ilustração: reprodução Folha de S. Paulo

Folha completa indicador Autor/Produtor
Conforme o compromisso assumido pelo jornal em maio, quando passou a integrar o consórcio internacional do Trust Project, a Folha de S. Paulo concluiu esta semana a implementação do indicador Autor/Produtor, publicando perfis para cerca de 300 profissionais, entre jornalistas fixos, colaboradores e colunistas. 

A fim de facilitar o preenchimento dos dados, o jornal construiu um sistema que prevê a criação de uma página para cada autor assim que um novo texto seja assinado.

"Mostrar quem é o profissional que apurou e produziu aquela reportagem, em que o jornalista é especializado e sua experiência vai além da transparência", diz Camila Marques, editora de Digital e Audiência da Folha.
"Mostra o quanto os profissionais conhecem sobre o que escrevem. Além, claro, de ser um recurso para ajudar o leitor a navegar melhor e descobrir mais conteúdos relevantes.”
 
O indicador Autor/Produtor inclui os seguintes atributos: nome, foto (opcional), localidade, idioma, temas e áreas de especialidade, mini-biografia, contato, perfil em redes sociais, afiliação com a organização jornalística e arquivo de matérias publicadas.
ESTANTE VIRTUAL
Naomi Oreskes: Why we should trust scientists
Palestra da historiadora da ciência Naomi Oreskes para o TED em 2014
Por que devemos acreditar na ciência? 

Em meio à difusão de teses esotéricas como o terraplanismo, campanhas anti-vacinação e tentativas de refutar o aquecimento global, Naomi Oreskes, professora da Universidade Harvard, produziu uma vigorosa defesa do conhecimento científico. Publicado em outubro, o livro Why Science? (Princeton University Press, 376 páginas) afirma que o caráter social do conhecimento científico é sua maior força – e a razão principal razão para podermos confiar em conclusões que alcancem o consenso entre a comunidade científica. Mas ao examinar a história da ciência desde o século XIX, conclui que não existe um único método científico. Na entrevista de divulgação do livro, ela diz:

“A maioria das pessoas pensa que a ciência é confiável em virtude de seu método – ‘o método científico.’ Mas essa idéia está errada. Na realidade, não existe um método científico singular. Existem muitos métodos científicos. O que torna as afirmações científicas confiáveis ​​é o processo pelo qual são examinadas. Todas as reivindicações científicas estão sujeitas a um exame minucioso, e são apenas as reivindicações que passam por esse exame que podemos dizer que constituem conhecimento científico.”
 


 
O que as redações devem fazer sobre os deep fakes?  

Segundo os pesquisadores John Bowers, Tim Hwang e Jonathan Zittrain, da Universidade Harvard, apesar da percepção atual do risco sobre os chamados "deep fakes" ser exagerada nos Estados Unidos, as redações de lá deve estar atentas sobre como lidar com este tipo desinformação. Hoje, em função do custo e da alta expertise necessária para a produção desse tipo de conteúdo, os "deep fakes" são improváveis no Brasil. Mas a tendência é de que novos avanços tecnológicos também permitam sua futura popularização por aqui.

Os deep fakes são mídias geradas por inteligência artificial com imagens e vídeos persuasivos retratando coisas que nunca aconteceram. Em artigo para o Nieman Lab, os pesquisadores propõem a adoção de três passos para as redações lidarem com o novo desafio:
  1. Aumentar rapidamente sua capacidade de produzir conclusões precisas sobre mídia sintética ou adulterada. Isso exigirá a expansão do repertório técnico das redações e uma colaboração mais estreita com pesquisadores especialistas em desmascaramento
  2. Publicar seu processo de verificação do conteúdo suspeito de forma imediata, não esperando por um veredito conclusivo. Ao publicar os dados disponíveis e respectivas conclusões preliminares, fornecer também a documentação e metodologia utilizados, mencionando ainda os possíveis desafios éticos relacionados ao conteúdo suspeito.
  3. Empregar pistas contextuais relacionadas à mídia suspeita como parte crítica de avaliação da veracidade e da agenda de atores que possam ter interesse em difundir desinformação. Para tanto, é preciso fazer as seguintes perguntas: como o conteúdo apareceu na internet? Ele integra uma campanha coordenada? Quando e onde os eventos supostamente descritos pela mídia supostamente ocorreram? Existem outras mídias que corroboram o vídeo ou imagem em questão?
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Programa de Pós-Graduação em Mídia e Tecnologia - Unesp


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