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Hoje faz 220 anos de nascimento do personagem central da colonização belga em Santa Catarina. Charles Maximilien Louis Van Lede nasceu na cidade de Bruges, na Bélgica, no dia 20 de maio de 1801 durante a fase histórica que a Bélgica fez parte da França. No capital Paris, Van Lede estudou "les études préparatoires à l'Ecole polytechnique", algumas fontes mencionam que ele era engenheiro de minas. Ele partiu em 1822 para a Espanha onde prestou serviço militar, como soldado mercenário e terminou por se rebelar contra a tirania absoluta do rei Fernando VII. Na sua certidão de óbito consta que ele recebeu o "Commandeur de l'Ordre d'Isabelle la catholique". Da Espanha partiu para Mexico onde trabalhou para uma empresa inglesa e era engenheiro chefe das minas de Thalpuxahua. Fiz diversas viagens na América do Sul, entre outros em Chile onde foi promovido como diretor do departamento de Pontes e Vias. Pegou malária e deve voltar para a Bélgica. Em 1830, tinha um papel inferior na luta para a independência da Bélgica.   

Casa de Charles Van Lede - Kleine St.-Amandstraat - Bruges


Junto como seu irmão Louis, cônsul de Brasil em Bruges, criou em 1836 a Societé Commercial de Bruges que se especializou no comércio com o Brasil de onde importaram café. No fim de 1841, a serviço da Société, Van Lede partiu para o Brasil. A sua missão era avaliar o solo e as florestas catarinenses para a exploração de ferro, carvão e outros minérios. Na viagem, alimentou a ideia de um grande projeto colonizador, com a finalidade de explorar as prováveis jazidas existentes em Santa Catarina. 

"Mappa chorographica da provincia de Stª. Catarina, parte da Pa. de São Paulo e da Pa. de Rio Grande do Sul e parte da república do Paraguay", autor: Charles van Lede
 

Após adaptações ao projeto e com dificuldades de ganhar terras, Van Lede e os irmãos Lebon, adquiriram, terras no Vale do Itajaí-Açu. E obteve da Assembleia Geral Legislativa a isenção de direitos alfandegários para objetos trazidos pelos colonos belgas para o desenvolvimento da colônia. 

Mas antes da realização dessas compras, o primeiro grupo de belgas já estava viajando de Oostende na Bélgica onde saíram no dia 23 de agosto de 1844 para Ilhota (SC) onde Charles os esperava. Van Lede permaneceu pouco tempo na colônia belga. 

Retornou à Bélgica em outubro de 1845 e nunca mais voltou ao Brasil. Na Bélgica, foi eleito, em 12 de julho de 1848, o posto de conselheiro provincial de Flandres Ocidental. Faleceu em 1875, deixando suas casas em Bruxelas e suas terras no Brasil como doação à "Commissie van Burgerlijke Godshuizen" (CBG), uma instituição civil que cuidou dos pobres, da sua cidade natal, Bruges. Ele foi sepultado na igreja Sint-Gudele em Bruxelas. 

Publicou alguns livros, entre outros, "De la colonisation au Brésil". Uma praça na cidade de Ilhota recebeu seu nome. 

Charles Van Lede, para alguns, vilão, para outros, herói. Historiadores e pesquisadores ainda procuram por essa resposta. 

Mais informações: http://www.belgianclub.com.br/pt-br/creator/van-lede-charles-maximilien-louis-1801-%E2%80%93-1875 

DESLEECLAMA e IMPEXTRACO patrocinam futura exposição - Junta-se a elas! 

Agradecemos muito as empresas Desleeclama e Impextraco pelos seus patrocínios ao projeto da exposição “Passado e presente: memória e presença dos descendentes de imigrantes da colônia belga Ilhota – Santa Catarina”, aprovado pela Lei Rouanet em 2020. Esse projeto foi elaborado por Marc Storms, conjuntamente com a Associação Ilha Belga e contará as memórias e histórias da colônia belga fundada em 1844 na cidade de Ilhota.  

Ainda buscamos outros patrocinadores para completar o orçamento da exposição. Empresas podem patrocinar com isenção fiscal para o projeto que foi aprovado pela Lei Rouanet com número 201835. Entre em contato para obter mais informações sobre como fazer parte deste resgaste importante para as histórias da Bélgica e do Brasil! 

Apoie o mapeamento histórico e cultural da atuação das empresas belgas no Brasil

Empresas belgas deixaram e ainda deixam traços materiais de suas atividades e criatividade no Brasil. Referimos-nos, entre outros, à pontes, estradas de ferro, estações e material rodante ferroviário, ladrilhos e azulejos, vitrais e esculturas.

Um inventário dessa herança histórica está sendo criado e pode ser visto no site do Belgian Club Brasil em http://www.belgianclub.com.br. Novas descobertas estão constantemente sendo incluídas no site.
Esta iniciativa tem sido apoiada por trabalho voluntário como por exemplo traduções, edições de textos e fotografias, e patrocinadores. Estamos muito agradecidos à Barry Callebaut, nosso patrocinador atual. Gostaríamos muito de contarmos, em breve, com o nome e logotipo da sua empresa no site. Mais e detalhadas explicações sobre nossa política de patrocínio podem ser encontradas na página http://www.belgianclub.com.br/pt-br/patrocinador.
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