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Música & Revolução · 22 - 24 Abril · Maio de '68, Uma Revolução do Amor 
O ciclo Música & Revolução revisita o Maio de ’68 numa série de concertos que espelham a pluralidade estética da época. O ultrapassar de barreiras políticas, sociais, culturais e sexuais impactou fortemente as artes. Assim, o ciclo pretende traçar uma panorâmica da heterogeneidade musical desse período efervescente. Integrando exclusivamente obras escritas nesse ano, segue um percurso sinuoso entre estilos, compositores e contextos. Da abertura da música erudita a contextos de improvisação, passando pelo estruturalismo influenciado pelos modelos seriais centrados em Darmstadt, Música & Revolução mostra o não-alinhamento de obras e compositores numa época em que a poesia estava na rua. Protesto, liberdade e heterodoxia numa viagem sem passaporte pelas músicas da segunda metade do século XX.
SABER MAIS
1.ª Parte
CORO CASA DA MÚSICA
NILS SCHWECKENDIEK direcção musical

MAURICIO KAGEL Hallelujah

2.ª Parte
REMIX ENSEMBLE CASA DA MÚSICA
PETER RUNDEL direcção musical
VICTOR PEREIRA clarinete
MÁRIO TEIXEIRA vibrafone

JEAN BARRAQUÉ Duplo Concerto, para clarinete, vibrafone e ensemble
VINKO GLOBOKAR Études pour Folklora I

Mauricio Kagel transformou o papel dos músicos na arte contemporânea. As suas obras, de difícil categorização, expandiram o âmbito de acção dos seus intervenientes.
Fixado em Colónia a partir do final da década de 50, Kagel incorporou os modelos pós-seriais da época, transformando-os e criando um estilo próprio. Hallelujah é uma das suas obras corais mais importantes, explorando a voz e o corpo de forma vibrante. Na linha temática do Ciclo Grandes Concertos Duplos, apresentaremos uma obra de Jean Barraqué para clarinete, vibrafone e ensemble em que se destaca a timidez dos solistas contra a escrita afirmativa e enfática do agrupamento. Se Barraqué se situa na esteira do serialismo integral, as práticas musicais tradicionais da Bósnia-Herzegovina e da Macedónia do Norte dão o mote a Vinko Globokar. A reminiscência de como melodias e timbres se entrelaçam dá o impulso para a exploração livre de sonoridades, numa obra de vanguarda enraizada na tradição.
SABER MAIS
1.ª Parte
REMIX ENSEMBLE CASA DA MÚSICA
PEDRO NEVES direcção musical
TIAGO MATOS barítono

GIACINTO SCELSI Okanagon
GEORGE CRUMB Songs, drones and refrains of death

2.ª Parte
ORQUESTRA SINFÓNICA DO PORTO CASA DA MÚSICA
CORO CASA DA MÚSICA
CORO RICERCARE
STEFAN BLUNIER direcção musical
PAULO BARROS flauta
LUÍS SILVA clarinete
GAVIN HILL fagote
NUNO VAZ trompa
LUÍS DUARTE piano

SIR HARRISON BIRTWISTLE Nomos, para quatro solistas e orquestra
ARVO PÄRT Credo, para coro, piano e orquestra

A exploração do contínuo entre som e música dá o mote para este concerto. O misticismo experimentalista de Scelsi encarna numa obra que recorre a planos tímbricos e dinâmicos contrastantes e simultâneos, num pulsar sonoro em que os músicos participam usando os instrumentos de forma pouco ortodoxa. George Crumb dedicou-se, durante muito tempo, a escrever obras inspiradas pela poesia do espanhol Federico García Lorca. A ideia de morte ressoa em Songs, Drones and Refrains of Death, explorando texto e som numa narrativa vanguardista. Birtwistle foi inspirado na teatralidade grega em Nomos. Na obra, a sobreposição e mutação de blocos sonoros de características distintas é protagonizada por quatro aerofones solistas. Em Credo, de Arvo Pärt, as técnicas associadas ao serialismo misturam-se como melodias e harmonias de música barroca numa obra verdadeiramente provocadora.
SABER MAIS
1ª Parte
CORO CASA DA MÚSICA
NILS SCHWECKENDIEK direcção musical

SAMUEL BARBER Duas Canções, op. 42
HENRI POUSSEUR Mnemosyne I
CORNELIUS CARDEW The Great Learning, Paragraph 7

2ª Parte
ORQUESTRA SINFÓNICA DO PORTO CASA DA MÚSICA
STEFAN BLUNIER direcção musical
MATEUSZ STASTO viola

PIERRE BOULEZ Livre pour cordes
LUCIANO BERIO Chemins III, para viola e orquestra

Samuel Barber tinha uma predilecção pela voz humana, que pôs em prática ao longo da vida — até o seu famoso Adagio para cordas tem uma versão para vozes. As suas duas últimas canções para coro a cappella exploram ambientes atmosféricos e flutuantes. O Coro Casa da Música canta também a música desafiante de Henri Pousseur, figura fortemente associada ao serialismo e à escola de Darmstadt, e uma das peças experimentais que Cardew criou com base em ensinamentos ancestrais do filósofo chinês Confúcio. A segunda parte do concerto é preenchida por duas obras essenciais dos modernismos vanguardistas. Libre pour cordes é a revisão altamente transformada de uma obra serial da juventude de Pierre Boulez, refectindo uma abordagem inquieta do compositor à obra. Chemins III explora o conflito entre solista e orquestra numa peça que evoca os contrastes do género concerto, numa modernidade que evoca o passado.
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Telefone: 220 120 220
WhatsApp: 932 687 423
Todos os dias: 09:30 – 18:00
Dias de espectáculo: Edifício aberto até ao final do espectáculo, bilheteira até meia hora após o seu início.
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